OFF - Angola longe das principais rotas turísticas do mundo

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Em 2011, o plano lançado pelo Executivo para o sector do turismo e hotelaria consistia na mobilização de meios para tornar Angola numa das principais rotas turísticas mundiais.

Passados cinco anos, alguns projectos foram lançados, com destaque para os pólos de desenvolvimento turístico, mas estes encontram-se apenas em fase inicial, sendo que não se perspectivam grandes avanços devido à ausência de recursos financeiros.A par disso, ainda temos o velho problema dos vistos para turistas. Sabe-se que há intenção de simplificar este processo, mas parece que vai leva o seu tempo.

Entretanto, o fracasso do plano do Executivo também pode ser medido pelos números pouco atractivos  apresentados por Paulino Baptista, ministro da Hotelaria e Turismo. Sensivelmente quatro anos depois, em 2015, vieram a Angola cerca de 4,6 milhões de visitantes, sem a devida distinção da natureza da viagem, mas sabe-se que, até essa data, a economia do país ainda andava atractiva para os investidores estrangeiros, que constituem o grosso dos "turistas" que visitam o país. Ou seja, até 2015, o turismo de negócio era o mais expressivo. E porque alguns trabalhadores estrangeiros tinham a obrigação de renovar o vistos duas a três vezes por ano, obviamente que o número de visitas registadas ascende, mas isso não significa que tínhamos o turismo em alta.

Enfim, a este ritmo vagaroso, é mais previsível que o sector continue a ter uma participação residual no Produto Interno Bruto nacional e que partir de 2020 não atinja os cerca de cinco milhões de dólares de receitas anuais previstas.