Novas casas das centralidades com fissuras... e outras sem luz nem água

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Que as centralidades habitacionais não são nenhum paraíso, sabe-se desde o princípio. Como nos nossos musseques, nas novas cidades a luz também falha, o que provoca encravamento de elevadores, o lixo às vezes não é recolhido tempo e dá lugar um amontoado de resíduos sólidos em parques públicos junto aos contentores, além de outros problemas de gestão urbana que se juntam aos actos de vandalismo e roubos de viatura amplamente reportados.

Entretanto, a confirmar as críticas de especialistas quanto à qualidade das construções, alguns edifícios novos das centralidades do Kilamba e do Sequele já vão apresentando fissuras e inflamações de betume, segundo uma reportagem do Nova Gazeta. Enquanto isso, na Huíla, a construção da centralidade já tem mais de dois anos de atraso... e as residências já prontas desde Janeiro último não podem ser comercializadas pela Imogestin porque ainda falta a instalação de electricidade e água. De resto, esse é mais um problema que se vem juntar aos constantes atrasos de entrega de residências a clientes que já pagaram as suas moradias, alguns na totalidade, mas ainda são obrigado a viver em casas de renda. Mas quando se mudarem, de certeza que não irão a nenhum paraíso.