Andar não só faz bem ao corpo, mas também à mente, revela estudo de pesquisadores americanos 

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Um estudo recente dos pesquisadores Marily Oppezzo e Daniel Schwartz, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos da América, revelou que andar não só traz benefícios ao corpo, mas também à mente.

Em várias experiências, Marily Oppezzo e Daniel Schwartz pediram a 175 estudantes para preencherem uma série de testes enquanto estavam sentados, a andar na passadeira ou a passear pelo campus da universidade, sendo que um dos desafios era dar um uso atípico a um objecto do dia-a-dia. Em média, os estudantes que se mexeram, pensaram em mais quatro ou seis usos do que os restantes. Entretanto, as respostas que pediam concentração e objectividade, eram dadas com maior correcção por quem se manteve sentado.

O estudo acaba por confirmar uma informação sobre a qual já se suspeitava, tem em conta que, como refere um artigo da jornalista Luisa Oliveira, da Visão, “quando vamos dar uma volta, o coração apressa-se a bombear, fazendo circular mais sangue e mais oxigénio para todos os orgãos (incluíndo o cérebro, claro). Sempre que caminhamos, com regularidade, há novas conexões entre as células cerebrais e evita-se a perda normal de tecido cerebral, aumenta-se o volume do hipocampo (zona crucial para a memória) e os níveis de moléculas que estimulam o crescimento de novos neurónios”.

De resto, lê-se ainda no artigo da Visão, é possível "estabelecer-se uma relação directa entre o ritmo da caminhada e a intensidade da actividade cerebral. Mais depressa, ideias em catadupa. Assim que se desacelera o passo, pensamentos mais organizados".