Prodígio – A Força é Suprema, niggas!

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O Parque da Independência, em Luanda, confirmou no passado dia 06 de Junho o poder da “Força Suprema”, ao testemunhar novamente uma enchente de fãs, desta vez com a venda do álbum Prodígios, depois de o mesmo cenário já ter sido constatado na venda do álbum “Filho das Ruas”, ambos de membros da Força Suprema.~Esse último é de NGA, mas o primeiro é de “Prodígio”, o filho do rei, “príncipe mimado” de seu pai, a quem não faltam motivos para sentir-se orgulhoso do percurso que tem feito com os próprios pés, apoiado pelos seus “companheiros das ruas”.

Prodígio, que numa entrevista ao blog www.so-9dades.com, aquando do lançamento sua mixtape “O Alquimista”, afirmou que no Rap Luso havia poucos líderes e muitos seguidores, hoje conseguiu ser um dos que conduzem, e os fãs presentes na Praça da Independência confirmaram-no, ao começarem a reunir-se na noite anterior do dia da venda para ocupar um lugar frontal na enorme fila que se construiu para os autógrafos e que os seguranças e a Polícia não foram capazes de controlar totalmente, sendo que, apesar de terem sido impedidos de se aproximarem da tenda onde Prodígio e os seus “hommies” exercitavam a caligrafia assinando as capas dos discos, de vez em quando um fã emocionado rompia a barreira e corria em direcção aos músicos, mas quase ninguém teve a sorte de chegar ao destino, porque depois de alguns passos eram logo apanhados pelo corpo de segurança.

Infelizmente, estes tinham condições para serem mais comedidos no trato com o público, mas muitas vezes preferiram a violência física, até mesmo com os jornalistas, que à dada altura foram convidados a abandonar o recinto resersado para o seu trabalho.

Mas, voltando ao artista e seus feitos, para quem vem do “Zero”, da condição de “vira-lata”, “Prodígios” é o anúncio de momentos de glória, de um reinado de um “Young King” que conquistou um lugar cimeiro no cenário rap angolano, mas fica o desafio de manter esta posição tão cobiçada e disputada por muitos. Entretanto, convenhamos, a Força Suprema tem um público muito distinto, composto maioritariamente por adolescentes e jovens adolescentes, embora também tenha a simpatia de um público relativamente mais adulto e que se revê nas “mensagens das ruas”, às vezes nuas e cruas, passadas pelos seus membros e sobre o qual demonstra ter muita influência.

Da nossa parte, fica aqui a nota positiva ao artista pelo trabalho, começando pelo conceito gráfico dado à capa do CD. Quanto ao conteúdo, a resposta vem do próprio artista, ainda na entrevista dada ao blog so-9dades.com: “O hip-hop na sua forma mais pura é reflexo da visão do seu escritor, não precisa de ser embelezado, pode vir feio porque a verdade é que a vida não põe maquiagem para toda a gente. Para alguns de nos ela não é tão bela assim”. Veja aqui o vídeo