Em Angola existe apenas um polícia para cada dois mil cidadãos, afirmou Paulo de Almeida

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O Segundo Comandante da Polícia Nacional, comissário-chefe Paulo de Almeida, afirmou que em Angola existe apenas um polícia para mais de duas mil pessoas, ao contrário do rácio internacional de um agente por cada 250 pessoas. 

De acordo com o responsável policial, durante uma entrevista à Rádio Nacional de Angola, publicada pela Angop, Luanda, a capital do país, deveria ter pelo menos 50 mil agentes, contra os actuais 20 mil, aproximadamente, dos quais alguns apresentam debilidades como idade avançada, o que faz cair ainda mais o número real de efectivos disponíveis.

Na referida entrevista, Paulo de Almeida afirmou que a Lei da Amnistia em vigor dá aos beneficiários a possibilidade de repensarem as suas vidas e reverem os seus comportamentos. Segundo a alta patente policial, trata-se de uma decisão política de cumprimento obrigatório, devendo os órgãos afins estar preparados e organizados, no sentido de poder controlar as emoções dos beneficiários da referida lei.

A perda de emprego, das famílias, aliada a problemas de reinserção na sociedade, levam, segundo afirmou, os amnistiados a cometer novos crimes e, concomitantemente, regressarem às cadeias.

Recorde-se que o Parlamento Angolano aprovou a 20 de Julho a Proposta de Lei da Amnistia, que concede perdão aos cidadãos nacionais ou estrangeiros detidos e condenados até 11 de Novembro de 2015, com penas de prisão de até 12 anos, que tenham cumprido metade da pena. Entre outros aspectos, a lei não abrange os crimes de homicídio e violação sexual.